Ter um hobby na vida adulta faz diferença? O valor de fazer algo só por prazer
Como minhas aulas de piano tem me auxiliado a desacelerar
Há cerca de dois anos decidi estudar piano quando descobri uma nova escola de música perto de casa, tão pertinho que eu podia ir andando! Nunca tinha tido experiência alguma com instrumentos e partituras, mas com coragem e com a modéstia de aprender algo do zero, fiz minha matrícula.
Eu também não sabia que existem duas formas de tocar e aprender piano: o erudito e o popular. Minha professora leciona o piano erudito, algo que foi fundamental para que eu permanecesse fazendo aulas, já que me identifiquei com a didática. Com ela aprendi (e sigo aprendendo) a ler e interpretar partituras e, claro, tocar. Confesso que, apesar de já ter passado um bom tempo, continuo achando muito difícil e que já deveria tocar melhor, mas aqui chegamos em um ponto interessante: eu não estudo piano para ter um grande desempenho ou para provar algo para outras pessoas, eu estudo pelo simples prazer de aprender, para me distrair e por amor pela música.

Esse é meu hobby: tocar piano! Encontrei nele um refúgio para diminuir meu uso de tela e momentos para fugir dos pensamentos excessivos que, muitas vezes, causam uma sobrecarga emocional e me geram até ansiedade. Além disso, o piano também estimula novas conexões neurais (neuroplasticidade), beneficiando a memória e o raciocínio lógico.
E o fato de hobbies auxiliarem na qualidade de vida é realmente comprovado em pesquisas como da Nature Medicine de 2023, que analisou mais de 93 mil pessoas em 16 países (com 65 anos ou mais, acompanhadas por até 8 anos) e concluiu que quem possui hobbies relata melhor saúde geral, mais felicidade e menos sintomas depressivos do que os que não têm passatempos.
O mundo anda acelerado demais e, sabendo disso, se eu puder te dar um conselho, seria esse: encontre um hobby que você desenvolva simplesmente por prazer: pode ser pintura, aprender algum instrumento, um esporte, passeios ou até mesmo um novo curso, seja o que for, sua saúde mental e o seu “eu” do futuro vão agradecer.
