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Paraty: o que fazer na cidade que mistura praia e cultura 

Mari Cintra
Modo Turista
Por Mari Cintra

Relações Públicas de formação e apaixonada pela comunicação. Mariana Cintra trabalha com marketing digital e cria conteúdo com dicas no @oquefazercampinas. Aqui, reúne dicas, vivências e inspirações para ajudar o público a descobrir Campinas e região.

Paraty: o que fazer na cidade que mistura praia e cultura 

Passeios pelo centro histórico, visitas à praias de tirar o fôlego e ótimos restaurantes 

O calor está chegando e com alguns feriados prolongados previstos para acontecer ainda em 2026, nada como cair na estrada na esperança de conhecer lugares novos e, claro, se refrescar um pouco. Por isso, se estiver pensando no que fazer nos feriados de novembro (dia 2 e dia 20) ou até no feriado regional que acontece em Campinas no início de dezembro (dia 8), preparei algumas dicas para você explorar (e descansar!) em Paraty. 

A cidade charmosa reúne diversas opções de lazer para tipos de viajantes diferentes: seja explorar praias próximas, dar um passeio de escuna, visitar galerias de arte no  Centro Histórico e, claro, comer em bons restaurantes. Antes de cair na estrada, confira algumas dicas para aproveitar a viagem! 

Centro Histórico de Paraty (arquivo pessoal)

O que fazer em Paraty em poucos dias 

Além de passear pelo Centro Histórico com o charme das ruas de pedras, Paraty reserva diversos restaurantes que entregam uma gastronomia requintada e muito gostosa – posso dizer por experiência própria, fiquei uma semana em Paraty e me permiti experimentar diversas opções de culinárias. 

Antes de falar de algumas experiências em restaurantes, precisamos falar de uma bebida tradicional da cidade: o drink Jorge Amado. Criado a partir da cachaça Gabriela, produzida em Paraty, e que misturada com maracujá, limão e canela, gera esse drink que é uma delícia em dias de calor – experimente! 

Drink “Jorge Amado” (arquivo pessoal)

Agora vamos aos restaurantes: se você gosta de comidas tailandesa, não deixe de provar o Pad Thai no Thai Paraty ou as variedades de sabores de pizza na La Dolce Vita, inclusive eles ficam na mesma rua no Centro Histórico de Paraty, só andar reto – e olhar para as pedras para evitar tropeçar. 

Outras opções de restaurantes variados em Paraty são: a Osteria Trogia, um restaurante italiano e que possui muita qualidade nos pratos, mas se desejar algo mais brasileiro, visite o Restaurante Arte e Sabor, com uma moqueca muito gostosa por lá. 

Para fechar: não deixe de tomar um café na Daqui, uma cafeteria e empório que promete surpreender a cada mordida. Aproveite para levar alguma geleia ou gostosura para cada, prometo que não vai se arrepender. 

Para além de restaurantes, Paraty também possui diversas opções de passeios para todos os gostos e estilos. Em minha estada na cidade histórica, aproveitei para fazer um passeio de escuna que foi bem legal, com parada próxima a ilhas e direito a mergulho no mar. E também, aproveitei pra visitar uma das praias próximas a Paraty, fui até a Praia de São Gonçalinho que entrega tranquilidade em todas as formas, vale a visita! 

Centro Histórico de Paraty durante a noite (arquivo pessoal)

Como chegar em Paraty saindo de Campinas 

Se você gosta de pegar estrada, então se prepare: existem algumas opções diferentes e, de acordo com seu nível de preparação e aventura, você poderá escolher a melhor para sua viagem. Abaixo deixei 3 opções de rotas para quem vai de carro saindo de Campinas: 

  • Rota 1: Via Cunha (Mais curta e rápida)

Se você quer chegar logo, essa é a rota que entrega o caminho mais curto, mas que exige atenção na mesma medida. A distância é de cerca de 330 km, com tempo de estrada entre 4 e 5 horas e existem alguns pedágios pelo caminho, considerando gastar um pouco mais de R$60 reais. 

O caminho é o seguinte: você sai de Campinas pela Dom Pedro I, pega a Dutra até Guaratinguetá e depois começa a subir a SP-171 em direção a Cunha. Dali, você desce a famosa Estrada Paraty-Cunha (RJ-165).

Mas atenção: apesar de entregar uma vista muito bonita, a descida da serra depois de Cunha é sinuosa e estreita, com pontos críticos onde só passa um carro por vez. Por isso, estar atento, com o freio motor acionado (marcha reduzida) e com muita calma é o que fará a diferença se optar por este caminho. 

  • Rota 2: Via Oswaldo Cruz (Para quem gosta de ver o litoral)

Essa é a rota intermediária para quem já quer começar a viagem sentindo o cheiro do mar bem antes de chegar ao destino final. Com cerca de 350 km de distância, saindo de Campinas, e tempo de estrada superior a 5h30 (e que pode dobrar em feriados prolongados), essa é uma estrada que entrega uma vista linda e pode exigir um pouco mais de esforço físico pelo cansaço do caminho. Quanto aos pedágios, também espere gastar um pouco mais de R$60 reais. 

O caminho: O começo é igual a opcao anterior (Dom Pedro I), mas você segue pela Dutra até Taubaté. Lá, entra na Rodovia Oswaldo Cruz em direção a Ubatuba e depois sobe a Rio-Santos (BR-101) sentido norte até cruzar a divisa do estado.

Atenção nessa opção também: a descida da rodovia Oswaldo Cruz é famosa por seus “cotovelos”, as curvas de 180 graus super íngremes que exigem paciência e muito cuidado. Além disso, a estrada é cheia de radares e o trânsito na Rio-Santos costuma travar bastante na alta temporada ou em saídas de feriados. Por isso, se escolher essa rota, se programe para sair cedo! 

  • Rota 3: Via Tamoios (Mais longo, porém mais seguro)

Se você prefere não encarar as curvas fechadas (na Rota 2) ou até os estreitamentos com apenas um carro por vez (da Rota 1) e prefere uma viagem bem sossegada, mesmo que demore mais, vá pela Tamoios. Eu fiz essa rota para voltar de Paraty para Campinas e confesso que valeu a pena demorar um pouquinho mais para dirigir em segurança. 

A distância é de cerca de 390  km, mas com tempo de estrada superior a 6h, especialmente em finais de semana ou feriados na saída de Caraguatatuba e Ubatuba. Quanto aos pedágios, espere gastar mais nesta opção, entre R$75 e R$80 reais. 

O caminho: Você sai pela Dom Pedro I, pega o complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto (ou Dutra) e desce a Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba. De lá, cruza Ubatuba pela Rio-Santos e segue para Paraty.

Aqui a atenção vai para o cansaço físico no tempo de viagem: por ser a rotina mais demorada, é preciso que esteja descansado para dirigir por um longo período. O lado bom é que se trata da rota mais segura, já que a rodovia Tamoios é duplicada e moderna. 

Independente do caminho que escolher, certifique-se de estar com o celular carregado e, se preciso, leve carregador portátil, para sempre utilizar de GPS e, claro, curtir um som enquanto se programa para chegar no destino ou retornar para casa. 

Centro Histórico de Paraty durante a noite (arquivo pessoal)

Onde se hospedar em Paraty e qual a melhor data para ir

Paraty possui diversas opções de pousadas localizadas tanto no Centro Histórico, como a famosa Pousada Literária, quanto outras opções muito próximas, como a Pousada da Condessa, que possui fácil acesso ao Centro Histórico e uma estrutura completa. 

Já se preferir outras opções de hospedagem, apartamentos para locação em temporada, como Airbnb, funciona super bem – veja a localização para garantir que conseguirá fazer o que precisa a pé.  

Se pretende conhecer Paraty ainda em 2026 e planeja sua viagem entre os meses de novembro e dezembro, espere encontrar dias ensolarados e possibilidades de chuvas altas – apesar da cidade estar se preparando para o alto verão, ainda é possível ver o Centro Histórico com as ruas alagadas, por exemplo. 

Mas, se sua viagem para Paraty pode esperar um pouco mais, os meses mais recomendados de visitar a cidade histórica são nas “meias-estações”, no outono (abril a maio) ou na primavera (em setembro). De qualquer forma, como é uma cidade que entrega bastante entretenimento, cultura e arte, além de praias, programe sua viagem para as duas ocasiões: dar um mergulho no mar ou apenas visitar galerias de arte e comer em bons restaurantes. 

 

Sobre colunista

Mari Cintra assina a coluna Modo Turista na Inspira FM, com conteúdos sobre experiências, destinos, cultura, gastronomia e diferentes maneiras de descobrir e aproveitar cada lugar.

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