FITNESS SEM MITO
Por Fernando Abilio Pereira
Personal Trainer • Educador Físico
A carga certa não é a mais pesada. É a que leva você ao máximo com boa técnica.
Uma das perguntas que mais escuto na academia é:
“Professor, quanto de peso eu coloco?”
E a resposta não é um número específico.
A carga ideal não é a que impressiona quem está do lado. É a que faz o músculo trabalhar de verdade.
Muita gente treina leve demais e termina a série sentindo que conseguiria fazer várias repetições a mais.
Outros fazem o contrário: colocam tanto peso que começam a balançar o corpo, diminuem a amplitude e deixam a técnica de lado apenas para levantar mais carga.
Nenhum dos dois caminhos costuma trazer o melhor resultado.
Uma dica simples que sempre passo para os meus alunos é usar a margem de repetições do treino como referência.
Por exemplo, se o exercício pede de 8 a 12 repetições, escolha uma carga e faça a série.
Se você conseguiu fazer mais de 12 repetições, provavelmente a carga está leve demais.
Se não conseguiu chegar nem às 8 repetições, a carga está pesada além do ideal.
O objetivo é encontrar um peso que faça você chegar próximo da falha — ou até na falha — dentro dessa faixa de 8 a 12 repetições.
Depois é só ir evoluindo.
Hoje você faz 8 repetições com aquela carga. Nas próximas semanas consegue 9, depois 10, 11 e, quando alcançar 12 repetições com boa técnica, é um ótimo momento para aumentar um pouco o peso e recomeçar o processo.
É uma forma simples de garantir que você está progredindo, sem precisar trocar de treino toda hora.
No treino, peso é importante.
Mas executar bem o movimento sempre vem primeiro.
Porque, no fim das contas, a melhor carga não é a maior da academia.
É aquela que desafia você na medida certa e permite evoluir um pouco mais a cada semana.