Coluna: Bem Estar Feminino – Wendy Meira
Um espaço de reflexão e dicas sobre bem-estar feminino que nos inspiram!
O mundo tem mudado cada vez mais depressa e os relacionamentos, as escolhas e as prioridades também mudaram. O que não mudou foi o fato de que nós, mulheres, ainda temos que lidar com o prazo biológico da fertilidade, determinado pela quantidade e pela qualidade dos óvulos, que diminuem progressivamente com o passar dos anos.
Apesar disso, mais mulheres estão adiando a maternidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a idade média das brasileiras ao terem filhos vem aumentando nas últimas décadas. E essa decisão de engravidar mais tarde está relacionada a diferentes fatores, como a busca por estabilidade financeira, crescimento profissional, maior tempo de estudo, mudanças nos relacionamentos e, muitas vezes, à dificuldade de encontrar o momento considerado ideal para formar uma família.
Nesse contexto, o congelamento de óvulos tem ganhado espaço como uma alternativa para quem deseja preservar a fertilidade. A procura pelo procedimento aumentou no Brasil acompanhando essa mudança no planejamento familiar. Hoje, muitas mulheres optam por engravidar entre os 30 e os 40 anos, o que impulsiona a busca por estratégias que ampliem as possibilidades de escolha. O congelamento permite armazenar óvulos para uso futuro, oferecendo mais autonomia para que cada mulher decida quando deseja engravidar.
É o caso de Vanessa Rosseto, que sempre sonhou em gestar e ter filhos. Aos 35 anos, precisou lidar com a perda repentina dos pais durante a pandemia de COVID-19 e se viu sozinha. Na época, realizou o exame de hormônio antimülleriano (AMH), que avalia a reserva ovariana, ou seja, ele fornece uma estimativa da quantidade de óvulos ainda disponíveis. Como o resultado foi favorável, decidiu esperar mais um pouco e, aos 39 anos, realizou o congelamento dos óvulos.
“Esse procedimento me permitiu ter mais tranquilidade e me trouxe a possibilidade de ter minha fertilidade preservada por mais tempo e, assim, escolher com calma um bom parceiro para esse momento tão importante da vida, que é a maternidade”, conta Vanessa.

A ciência tem ampliado muitas possibilidades, e essa é, sem dúvida, uma delas. Hoje, temos mais autonomia para decidir se queremos ter filhos ou não e, principalmente, quando esse momento faz sentido para cada uma de nós e o congelamento de óvulos oferece liberdade e planejamento reprodutivo, especialmente quando feito em idades com maior potencial de sucesso. Mas, além disso, proporciona a possibilidade de decidir com tranquilidade, respeitando o tempo e a história de cada mulher.
E você, já pensou nessa possibilidade?