Setor de saúde e qualidade de vida movimenta bilhões, atrai empreendedores e se consolida como tendência econômica sustentável
Por Equipe Inspira

O mercado wellness, que reúne produtos e serviços voltados à saúde, autocuidado e equilíbrio emocional, segue em expansão no Brasil e no mundo. Impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, o setor tem se consolidado como um dos mais promissores da economia contemporânea.
Segundo o Global Wellness Economy Monitor, do Global Wellness Institute (GWI), a economia global do bem-estar movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024, com projeção de alcançar quase US$ 10 trilhões até 2029.
“O bem-estar deixou de ser uma tendência e passou a ser uma prioridade estrutural. Estamos vendo uma transformação permanente na forma como as pessoas consomem saúde e qualidade de vida”, afirma Katherine Johnston, pesquisadora sênior do Global Wellness Institute.
No Brasil, o setor movimenta aproximadamente US$ 96 bilhões, posicionando o país como o maior mercado da América Latina e um dos 12 maiores do mundo.
Especialista brasileiro aponta mudança cultural
Para o economista Ricardo Amorim, especialista em tendências econômicas e comportamento de consumo, o avanço do wellness está ligado a uma mudança profunda na mentalidade da sociedade.
“O consumidor brasileiro está mais consciente de que investir em saúde e qualidade de vida reduz custos futuros e aumenta produtividade. Isso cria um ciclo econômico virtuoso para negócios que oferecem soluções nessa área”, analisa.
Segundo ele, o crescimento do setor também se conecta ao envelhecimento da população e ao avanço da digitalização, que amplia o acesso a serviços e produtos voltados ao bem-estar.
Empreendedorismo impulsionado por propósito
A expansão do mercado já impacta diretamente quem decidiu empreender nesse segmento.
A empresária Camila Farani, investidora e sócia-fundadora da boutique de saúde integrativa G2 Capital, observa que o wellness deixou de ser nicho.
“Hoje, negócios que unem tecnologia, experiência do cliente e propósito têm mais espaço para crescer. O wellness é transversal e conversa com diferentes perfis de público”, destaca.
Para ela, o diferencial está na autenticidade da proposta. “Não basta vender um produto saudável. É preciso entregar valor real e coerência com o discurso de bem-estar”, conclui.
Tendência que conecta propósito e resultado
De acordo com Susie Ellis, presidente e CEO do Global Wellness Institute, o setor continuará crescendo acima da média da economia global.
“O bem-estar se tornou uma força econômica estruturante. Empresas que integram saúde, sustentabilidade e inovação tendem a se destacar nos próximos anos.”
Com consumidores mais atentos e um mercado cada vez mais profissionalizado, o wellness se consolida como uma oportunidade que alia propósito, impacto positivo e crescimento sustentável.