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De R$ 150 por mês na base à Copa: a incrível virada de Wesley

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Há poucos anos, imaginar Wesley disputando uma Copa do Mundo parecia um sonho distante. Em 2021, aos 17 anos, o lateral-direito atuava nas categorias de base do Atlético Tubarão, em Santa Catarina, e recebia apenas R$ 150 por mês de ajuda de custo. Hoje, aos 22, ele veste a camisa da Roma, é tratado como um dos laterais mais promissores do futebol mundial e entra para a história como o primeiro maranhense convocado para disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

Natural de Açailândia, no interior do Maranhão, Wesley cresceu longe dos grandes centros do futebol. A trajetória até o profissionalismo foi marcada por dificuldades financeiras, incertezas e rejeições. Antes de alcançar o sucesso na Europa e a vaga na seleção, o jogador precisou insistir no sonho em meio à pressão familiar, às limitações de estrutura e ao risco constante de ver a carreira interrompida ainda nas categorias de base.

A virada começou em 2021, quando o jovem chamou a atenção de Sávio, ídolo histórico do Flamengo e empresário ligado ao futebol. O ex-atacante viu potencial no lateral e abriu as portas do Rubro-Negro carioca para um período de testes. A aprovação foi rápida: em poucos dias, Wesley convenceu os observadores do clube e passou a integrar as categorias de base do Fla. O crescimento dentro do Ninho do Urubu foi acelerado, e ele logo passou a ser considerado uma das principais promessas da posição.

A subida ao elenco profissional ocorreu de forma gradual. As primeiras chances no time principal surgiram em 2023, em uma fase de transição em que Wesley alternava jogos entre base e profissional. A adaptação, porém, não foi simples. Em diversos momentos, o lateral foi alvo de críticas severas e chegou a ser vaiado por parte da torcida rubro-negra. Cada erro em campo aumentava a pressão sobre o jovem, que precisou aprender a lidar com a cobrança e a usar o desconforto como combustível para evoluir.

Com trabalho diário, apoio da comissão técnica e amadurecimento tático, Wesley ganhou confiança e se firmou como titular do Flamengo. A velocidade, a intensidade na recomposição e a força ofensiva, com participações constantes no ataque, chamaram a atenção de olheiros europeus. Aos poucos, seu nome passou a aparecer em listas de potenciais alvos de clubes do exterior, até que a proposta decisiva chegou.

Em 2025, o lateral foi vendido para a Roma por 25 milhões de euros, em uma das maiores negociações da história recente do Flamengo. A transferência mudou o patamar da carreira. Na Itália, a adaptação foi considerada rápida: Wesley conquistou espaço já na primeira temporada, disputou mais de 40 partidas oficiais e marcou alguns gols, números expressivos para um lateral-direito. O desempenho o colocou entre os destaques da posição na Serie A e fortaleceu seu nome na disputa por uma vaga na Seleção Brasileira.

A convocação para a Copa do Mundo de 2026 coroou essa trajetória improvável. Mais do que realizar o sonho pessoal de disputar o maior torneio de futebol do planeta, Wesley se tornou o primeiro jogador nascido no Maranhão a ser chamado para uma Copa do Mundo pela seleção principal do Brasil. O feito o transforma em referência para milhares de jovens maranhenses que sonham em viver do futebol, mostrando que é possível partir de uma ajuda de custo modesta, enfrentar críticas e reviravoltas e ainda assim alcançar o topo vestindo a camisa amarelinha.

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